Nascentes do rio Itaúnas estão sendo protegidas por voluntários


No último domingo, uma turma de 25 pessoas, entre produtores rurais, funcionários do Superm e r c a d o    M a r k e n (União) e membros de comunidades de base da Igreja Católica, além do jornalista Weber Andrade, representando o site ES1 e o jornal Notícia Certa, estiveram na cabeceira do córrego Fervedouro para fazer o cercamento da 30ª nascente da bacia do rio Itaúnas. Os trabalhos começaram com o transporte, nas costas, de mais de 30 estacas de eucalipto, cada um pesando cerca de dez quilos, até o local do cercamento da 31ª nascente, que acontecerá no próximo de semana. Foram cerca de 300 metros morro acima até as proximidades da nascente, cada voluntário levando duas estacas. "O importante neste trabalho é a aproximação com os produtores rurais, com os moradores, a troca de ideias, a conquista de novas amizades, para além do trabalho de preservação das nascentes, que vai refletir na vida dos nossos filhos e netos", descreve um dos líderes do Comitê de Defesa da Bacia do Rio Itaú- nas, Jose Carlos Alvarenga, o Carlinhos. De acordo com Carlinhos, o projeto de recuperação das nascentes do rio Itaúnas nasceu da vontade dos moradores da região banhada pelo rio, a montante da sede do município. "Não foi por nós, mas por nossos filhos, por nossos netos, que precisamos iniciar esse trabalho", disse Alvarenga. Pensando nessa preservação foi criado o Comitê de Defesa da Bacia do Rio Itaúnas, com o apoio da igreja Católica e das associações comunitárias, além da Ong Sentinela Capixaba, de uma empresa da área ambiental, que doou o projeto e também da Torgran Granitos, que doou o material, como arame e estacas para o cercamento. A prefeitura, através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, também apoia o projeto, com doação de mudas e apoio logístico. Atualmente, de acordo com Carlinhos, já foram cercadas 30 das quase cem nascentes que está catalogadas e georreferenciadas. Uma turma de voluntários que envolve pelos menos dez pessoas fixas, tem feito o trabalho todos os fins de semana, cercando as nascentes e fazendo o plantio das mudas.

Fonte:Jornal Notícia Certa

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