“ Muito cuidado ao citar a
Bíblia sem entender seu contexto histórico. Pode ser usada para justificar
ações em nome de uma guerra santa, profética. “
Segue o texto do pastor
Mario R. Fukue sobre o assunto:
"Nas últimas semanas, uma imagem alvoroçou as redes sociais.
Era a foto de uma página da Bíblia com o texto de Isaías 17.1 grifado: “Eis que
Damasco deixará de ser cidade e será um montão de ruínas.”
Segundo algumas
pessoas, esse texto seria uma profecia bíblica a respeito da atual guerra na
Síria e a destruição de sua capital, Damasco. Será? Pode isso, Arnaldo?
Claro
que não! A regra é clara: esse texto foi escrito a respeito da invasão de
Damasco pelo Império Assírio, sob comando de Senaqueribe, em 732 a.C. Isso
mesmo! Isaías se refere a um evento que aconteceu a mais de 2700 anos. Isso
significa que o texto NÃO TEM NADA A VER com a guerra atual na Síria.
É
cruel justificar ou explicar as ações irresponsáveis dos “chefões da guerra”
como Bashar al-Assad e Estado Islâmico. É tendencioso citar uma profecia bíblica
para dar ares de “guerra santa” às intervenções dos governos turco, russo e
outros.
Prefiro
direcionar o olhar para outro trecho do livro de Isaías: “Mas ele foi
traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas
iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas
feridas fomos sarados.” (53.5). Esse texto se refere à Jesus e revela que o
Messias é esmagado por causa dos pecados humanos. Podemos dizer que Jesus chora
e sofre com cada criança atingida pela guerra na Síria. Apesar de Não conseguir
responder satisfatoriamente por que Deus permite essa guerra, posso dizer que
Jesus sofre com os que choram e que suas feridas na cruz trazem cura para a
humanidade.
Anseio
pelo dia em que outra profecia que Isaías escreveu seja completada: “Não haverá
nela criança que viva somente alguns dias. (...) O lobo e o cordeiro pastarão
juntos. (…) Não se fará mal nem dano algum em todo meu santo monte” (Is 65,1.
25)".

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